Um mineiro alagoano no Porto #pois

Bom, deixei o blog abandonado por um período e peço desculpas aos que costumam me aturar por aqui pela ausência de conteúdo durante tanto tempo.

O fim do segundo semestre de 2011 foi intenso e acabou disputando espaço com os preparativos para a viagem de Interncâmbio Internacional como Professor Visitante na Universidade do Porto, Porto – Portugal.

Já faz duas semanas que estou por aqui e são inúmeras as considerações, observações e apontamentos sobre cultura, comida e ritmo da cidade que eu não saberia nem por onde começar.

Para vocês irem se familiarizando deixo esse vídeo abaixo que fala um pouco sobre a origem do Porto, a língua portuguesa  e um pouco dos costumes locais.

Uma impressão assim bem genérica que tenho comigo é que Porto parece uma mistura da cidade de Ouro Preto (MG) com o Pelourinho (Salvador/BA), mas claro com o “ar europeu”, com uma temperatura drasticamente mais baixa, o que muda completamente o vestuário e o comportamento das pessoas, dentre outras coisas.

Bom, mais uma vez repito que são inúmeras as ponderações a fazer sobre como é estar nas bandas de cá. Tentarei fazer isso aos poucos nas próximas postagens, e de forma geral, posso dizer que estou desmistificando muita coisa desse lance “europeu” de ser.

Tentarei falar um pouco da recepção por aqui, a língua, algumas diferenças, comidas, lugares e pessoas não necessariamente nessa mesmo ordem.

Enquanto isso fique com algumas fotos:

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Mais fotos, tente acessar aqui.

Música, regionalismo e internet: está chegando o #comusica

O II Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Música (@co_musica) terá como tema central a relação entre territórios urbanos, gêneros musicais e crítica cultural. Destaca-se nesse cenário o consumo de música para além dos formatos tradicionais. A afirmação das tecnologias móveis e de uma rede de shows aponta para os tecidos urbanos como um lugar privilegiado de materialização da música na comunicação e cultura contemporâneas, daí o interesse renovado nas cenas musicais como lócus de circulação e apropriação da produção musical atual.

O evento acontece nos dias 01 e 02 de dezembro e hoje (30/11) é o último dia para se inscrever. Vale ressaltar que a inscrição é gratuita, e para fazer basta preencher o formulário.

Além das conferências com especialistas sobre o assunto como: Jeder Janotti Junior (UFAL/UFPE); Marcelo Costa (Scream & Yell, Portal Terra); Adriana Amaral (Unisinos); e outros, haverá apresentação de trabalhos nas seguintes temáticas:

1)     Mídias móveis e o consumo de música

2)     Cenas musicais

3)     Música e tecido urbano

4)     Sons da cidade e gêneros musicais

5)     Valor e crítica cultural no mundo da música

 

Desenvolvi um trabalho na temática “4 – Sons da cidade e gêneros musicais” com Bruno Felipe (@brunovisck) e vamos apresentar o trabalho na sexta-feira dia 02 as 15h. O título do nosso trabalho é “Oxe! Eu recomento: representatividade das similaridades musicais em torno da Social Tagging Nordeste no Last.fm“.

 

RESUMO: a era das redes e tecnologias digitais altera consideravelmente o modo de produção e consumo da cultura e arte, e oferece novas configurações para os meios e processos de circulação da música. A partir dos recursos da web 2.0 com ênfase na interatividade e colaboração as plataformas sociais de música usadas para disseminar artistas, bandas e gêneros mudam as relações entre produtores e consumidores de música e criam uma aldeia global sonora. A disseminação de informações nesses ambientes digitais além de reduzir as distâncias entre as bandas e seu público possibilita visualizar a representatividade das similaridades e afinidades estéticas musicais compartilhadas. O presente trabalho subscreve-se na perspectiva dos sons da cidade e gêneros musicais e analisa por meio da abordagem folksonômica com foco na etiquetam feita pelos usuários, a configuração das similaridades musicais em torno da social tagging “nordeste” no Last.fm.  A folksonomia refere-se aos aspectos ligados à classificação social e está diretamente relacionada a questões sociais, políticas e culturais que vão influenciar no processo de classificação de uma banda ou artista. Segundo Loiola, Monteiro e Guerra (2009) há uma grande variedade de ritmos musicais que contribuíram com a diversidade da cultura do Nordeste que, além de rica e colorida possui traços notadamente regional como o Forró, o Baião, o Xaxado, bem como das músicas e danças folclóricas, e das tradicionais festas religiosas dedicadas aos santos padroeiros, os quais foram se espalhando e se modificando por toda a região, com as peculiaridades que lhe são próprias. Procura-se verificar esses elementos cultura musical nordestina no contexto digital do compartilhamento na web, na perspectiva da folksonomia, em plataformas como o Last.fm cuja facilidade e a rapidez de inserir arquivos, fazê-los circularem, compartilhá-los e recuperá-los mudam profundamente processo de difusão musical (Santini & Lima, 2009). Além disso, no Last.fm o social tagging pode ser usada como ferramenta para construção de identidade musicais e culturais dos usuários a partir dos gêneros e subgêneros musicais (Amaral & Aquino, 2009). Vale lembrar ainda que, o fato do usuário deixar de ser um simples expectador e ouvinte, para se tornar um agente que envia e afere etiquetas aos conteúdos na rede, categorizando-os, o possibilita ser conhecido e conectar-se a grupos através de interesses em comum. A social tagging “nordeste” foi criada por 300 usuários e utilizada 851 vezes e sua lista é representada por 100 artistas/bandas. Desse número, cada uma está relacionada a outras a partir da classificação feita pelos usuários que obedece aos seguintes enquadramentos: “Super similaridade”, “Similaridade muito alta”, “Similaridade alta” e “Similaridade média” apresentando um total de 2.003 conexões. Para o presente trabalho, a análise da representatividade foi realizada a partir de um recorte considerando apenas os dois primeiros, visto que, foi possível observar que a partir da classificação “similaridade alta” a relação de gênero entre as bandas já não é tão precisa. A “super similaridade” apresentou 531 conexões, enquanto a “similaridade muito alta” 1472 conexões. Os artistas mais expressivos foram Zeca Baleiro, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga e Cartola. Embora a social tagging seja “nordeste”, não necessariamente todas as bandas e artistas recuperados são da região, levando assim em consideração outros aspectos. Isso fica evidente com o caso da banda Raimundos, que é do Sudeste, mas possui álbuns que remetem a traços nordestinos, o que de certa forma influenciou os usuários a classificarem com a tag. Não foi identificada nenhuma ligação com bandas estrangeiras o que pode denotar, seguindo a visão dos usuários, que não existe nenhum tipo de influência das bandas nordestinas com relação a bandas de outros países. Contudo, o que ocorre é que existem várias similaridades indicadas pelos usuários com bandas de outras regiões do país, representando assim que não é um círculo fechado, e que independente da região elas podem apresentar semelhanças. Ressalta-se que a partir desse tipo de representação, onde é o usuário que classifica a similaridade entre as bandas, é possível entender seu comportamento frente àquilo que eles acreditam ser a influência das bandas.

Para mais informações nos encontramos no @co_musica!

Biblioteca Escolar e Twitter: vale investir?

Em discussões sobre mídias sociais na educação com amigos e interessados, costumamos comentar sobre a relação de proximidade e distância que os atores “alunos”, “professores”, e “escolas” mantém das redes sociais na internet. De forma dedutiva, acabamos concordando que, consideravelmente, os alunos são os que mais se utilizam dos ambientes interativos para diversos fins, ficando por ser explorado o potencial de uso para fins educacionais.

Transcrevo parte de uma postagem minha que saiu no Blog Bibliotecários sem Fronteiras (BSF)  para refletir sobre o assunto. O propósito aqui é reforçar que os alunos já estão nesses ambientes e neles eles sempre fala das matérias, dos professores, das escolas e seus espaços como a biblioteca.

Recentemente conheci uma aplicação interessante, o Twitter Veen, que te permite visualizar interconexões de termos nas mensagens do Twitter. Basta inserir dois ou mais termos e clicar em “search”. Depois de um tempo me familiarizando, achei interessante o número de mensagens diárias sobre biblioteca e escola no Twitter. O diagrama abaixo ilustra o que estou dizendo. Ele mostra que no dia 17 de novembro para o termo “escola” reuniu 315.674 tweets, e o termo “biblioteca” 13.927 tweets, e que as mensagens com ambos os termos somam 237 tweets.

Diagrama sobre escola e biblioteca no Twitter

Na tarja inferior ao diagrama o Twitter Veen exibe aleatoriamente as mensagens presentes no diagrama. Selecionei algumas, que podem ser vistas na figura a seguir:

Tweets sobre escola e biblioteca no Twitter

Bom, a escola e a biblioteca escolar entrando ou não no contexto das mídias sociais, a garotada já está por lá. Quem sabe em breve verificamos assuntos assim serem encorporados em nossos eventos e encontros. Então, o que acham?

 

Blogs e mídias sociais na educação em pauta no #CafeBlogs

As redes e tecnolgias digitais potencializam os espaços de interação e colaboração e favorecem o processo de ensino e aprendizado reconfigurando os papéis de professores e alunos. Pensar o contexto educacional no âmbito da cultura digital é algo inevitável, mesmo se as escolas/faculdades e mesmo os professores insistirem em desconsiderar os novos (cyber)espaços, os alunos já estão por lá, e em algum momento eles compartilham algo referente ao que aprendem.

Durante o III Congresso de Tecnologia da Informação em Alagoas, tive a oportunidade de falar sobre os “Recursos da web 2.0 como ferramenta no processo de ensino e aprendizado” e além de discutir aspectos teórico-conceituais desse contexto apresentei os resultados de um experimento que fiz em uma das minhas turmas de Informática aplicada onde usei o Twitter para comunicação com os alunos.

As impressões foram boas, a frequencia da participação e o nível de interatividade da turma foram significativos e a

qualidade dos conteúdos compartilhados também. Acompanho algumas postagens (1 e 2) no Blog da Raquel Recuero e compartilho da mesma opinião dela quando o assunto são os “sites de redes sociais”, e a importância de um “trabalho de conscientização e crítica das potencialidades e problemas” e  a necessidade de “trazer as escolas para as redes”.

Levando em consideração as potencialides e o muito que falta percorrer nessa questão aqui em nosso Estado, criei um grupo de discussão no Facebook “TICs na Educação em Alagoas“, para irmos nos falando a respeito. E para melhorar as coisas, gostaria de convidar amigos e professores da rede pública ou privada (de qualquer nível: básico, fundamental, médio e superior) para colocarmos esse assunto em pauta e compartilharmos práticas e experiências.

Podemos fazer isso no Café com Blogs #CafeBlogs programado para o próximo sábado a partir das 16h no Bodega do Sertão. Ajudem a divulgar o encontro e compareça! Vamos socializar nossas ideias e perspectivas sobre o uso dos blogs e midias sociais na educação. Até lá!

Rede Social Educacional – Redu: educação 2.0

Não é nenhuma novidade que as redes e tecnologias digitais promovem modificações substanciais nas relações em diversos setores da sociedade. No contexto educacional não é diferente, percebemos plataformas de ensino incorporando cada vez mais recursos  interatividade e colaboração para melhorar o cenário em todos os seus níveis e modalidades de ensino e caminhar para uma educação 2.0.

Tais recursos surgem para auxiliar os professores em suas práticas. Conheci recentemente a “Rede Social Educacional – Redu” embora tenha explorado pouco recomendo para professores e alunos interessados no assunto.

Conforme informações do site, o Redu é uma plataforma de ensino a distância que foi construída tendo como base as interações sociais.  A rede se torna o local no qual o aluno tem acesso fácil ao conteúdo disponibilizado pelo professor, que por sua vez consegue organizar suas aulas com mais rapidez e eficácia. ”Esse ambiente de aprendizagem atende as necessidades de instituições e produtores independentes que querem construir sua própria EaD.”

Para mais interessados recomendo a leitura da dissertação “Análise das práticas docentes de planejamento e mediação em redes sociais no ensino médio” recém defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFPE. Quando explorar melhor o ambiente volto a publicar no blog e compartilhar a respeito.

Cultura digital na agenda da universidade: um começo

Não é de hoje que sinto falta de interlocutores na universidade para discutirmos os (des)caminhos da cultura digital em nosso Estado. São tantas as implicações de se pensar uma sociedade altamente influenciada pelas redes e tecnologias digitais que os temas para serem discutidos não se esgotam. E claro, vão dos aspectos mais humanísticos com considerações sobre o sujeito na rede, passando por aspectos sociais e econômicos da inclusão digital e também atingindo questões mais técnicas que envolvem dispositivos sofisticados de computação ubíqua e cada vez mais na nuvem.

Nessa edição do Congresso Acadêmico da UFAL, propus nas atividades da Jornada de Biblioteconomia, uma mesa redonda para iniciarmos essa tao necessária discussão, com o intui de trazê-la de uma vez por todas para a agenda da universidade. Para essa mesa temos contribuições da Educação,  da Comunicação, das Ciências Sociais e da Ciência da Informação.  O objetivo é agregar mais pesquisadores, professores e alunos interessados nessas discussões e assim ampliarmos nossa agenda de reflexão sobre contribuições teóricas e metodológicas que essas e demais áreas do conhecimento tem a oferecer para a cultura digital em Alagoas.

Para os interessados, seguem os dados com a programação da mesa.

Mesa Redonda: Informação, Tecnologia e Ambientes Colaborativos: incursões de uma cultura digital
Dia: 19/10 (quarta-feira) de 15h as 17h
Local: UFAL/ICHCA – Sala 104

Midias sociais na educação: novos aliados ao processo de ensino-aprendizado
Prof. Me. Fernando S. C. Pimentel (CEDU/UFAL)

Internet e Participação Política: apropriação social e democracia
Prof. Dr. Sivaldo Pereira da Silva (COS/UFAL)

WikiAlagoas e os aspectos colaborativos em projetos wikis
Prof. Dr. Evaldo Mendes da Silva (ICS/UFAL)

Blogs de movimentos sociais: da conscientização ao apoio
Prof. Me. Ronaldo F. Araújo (ICHCA/UFAL)

-

Logo após serão apresentados trabalhos de alunos que eu oriento na linha de pesquisa: Informação, Tecnologia e Cultura Digital.

Sessão de trabalhos
Dia: 
19/10 (quarta-feira) de 19h as 21h20 
Local: 
UFAL/ICHCA – Sala 104

A relação universidade e sociedade no contexto das mídas sociais
Aluno: Bruno Felipe de Melo Silva (SEBRAE/FAPEAL); Orientador: Prof. Ronaldo F. Araújo

Midias Sociais e Ciberativismo: uma reflexão em torno do Caso do #25jan #Egypt
Aluno: Claudionor Gomes da Silveira (Ciências Sociais/UFAL); Orientador: Prof. Ronaldo F. Araújo (ICHCA/UFAL)); Co-orientador: Flávio Santos da Silva (ICS/UFAL)

Um ano de cinema grátis: uma estratégia de marketing entre cento e quarenta caracteres
Aluno: Clauderlan Vilela de Oliveira (Jornalismo/UFAL); Orientador: Prof. Ronaldo F. Araújo

Meio Ambiente e Redes Sociais: uma análise da repercussão do Código Florestal no Twitter
Aluna: Janaína Tenório Lopes (Biblioteconomia/UFAL); Orientador: Prof. Ronaldo F. Araújo

Redes Sociais na Internet e o contexto educacional: por uma interação colaborativa pedagogicamente correta
Aluna: Rafaela Lima de Araújo (Biblioteconomia/UFAL); Orientador: Prof. Ronaldo F. Araújo

Redes sociais na internet e o movimento negro nas comunidades do Orkut: estudo exploratório
Aluna: Taciane dos Santos Moreira (Ciências Sociais/UFAL); Orientador: Prof. Ronaldo F. Araújo

Caso tenha interesse em alguma dessas temáticas não deixe de prestigiar os trabalhos. Serão passadas listas de presença e os participantes receberão certificados!

Netnografia no Marketing Digital #DigitalMkt20 #palestra

Nos dias 23 e 24 de setembro foi realizado o Digital Marketing 2.0 no auditório do Colégio Contato, em Maceió. Gostei

Foto por Elzlane Santos (espalhai.com)

bastante do evento e já estava sentindo falta de algo assim por aqui.

Fui convidado a palestrar sobre “Netnografia no Marketing Digital: contexto e conteúdo na mensuração de resultados na internet”.  Após uma discussão conceitual sobre as variações das aplicações netnográficas apresentei os resultados deuma pesquisa realizada pela linha de pesquisa “Informação, Tecnologia e Cultura Digital” que coordeno na universidade.
A pesquisa teve por objetivo analisar o uso do Twitter por empresas do segmento turismo-gastronômico de Maceió. Foram analisadas 36 contas, coletadas na própria plataforma do microblog, no período de 20 a 25 de janeiro de 2011. Verificamos o tempo de abertura das contas, a freqüência de uso (tweets por mês/dia/horário), os meios de acesso (interfaces), os elementos de conteúdo das mensagens (nuvem de palavras e hashtags) e o nível de interatividade (replies e retweets). Durante a palestra acabei não mencionando as contas, sendo assim a relação dos perfis pode ser vista no Quadro 1. O artigo na íntegra foi apresentado no II Encontro de Estudos sobre Tecnologia, Ciência e Gestão da Informação (Enegi), na UFPE no Recife. Em breve disponibilizo na minha conta do Scribd.com.

Quadro 1. Nome de usuário e endereço das empresas no Twitter

Ref.

Nome de usuário

Endereço da conta

1

@maikai10anos

http://twitter.com/maikai10anos

2

@bosspizza

http://twitter.com/bosspizza

3

@benditamassa

http://twitter.com/#!/benditamassa

4

@ToscanaMaceio

http://twitter.com/#!/ToscanaMaceio

5

@rapanuichoparia

http://twitter.com/#!/rapanuichoparia

6

@NiraMaceio

http://twitter.com/#!/NiraMaceio

7

@HashiSushiBar

http://twitter.com/#!/HashiSushiBar

8

@looploungeclub

http://twitter.com/#!/looploungeclub

9

@akuababr

http://twitter.com/#!/akuababr

10

@hivahoamaceio

http://twitter.com/#!/hivahoamaceio

11

@O_Piano

http://twitter.com/#!/O_Piano

12

@Caranguejola

http://twitter.com/#!/Caranguejola

13

@orakulomaceio

http://twitter.com/#!/orakulomaceio

14

@LeHotel

http://twitter.com/#!/LeHotel

15

@LopanaMcz

http://twitter.com/#!/LopanaMcz

16

@buffetlelamafra

http://twitter.com/#!/buffetlelamafra

17

@nakaffa

http://twitter.com/#!/nakaffa

18

@sucariadafruta

http://twitter.com/#!/sucariadafruta

19

@LeCaprice_

http://twitter.com/#!/LeCaprice_

20

@franscafemaceio

http://twitter.com/#!/franscafemaceio

21

@divinagula_

http://twitter.com/#!/divinagula_

22

@soujorgemaceio

http://twitter.com/#!/soujorgemaceio

23

@Kanoabeach

http://twitter.com/#!/Kanoabeach

24

@KauaiShowBar

http://twitter.com/#!/KauaiShowBar

25

@Botequimamelia

http://twitter.com/#!/Botequimamelia

26

@restluacheia

http://twitter.com/#!/restluacheia

27

@PahFuh

http://twitter.com/#!/PahFuh

28

@Santoregano

http://twitter.com/#!/Santoregano

29

@bonsaisushi

http://twitter.com/#!/bonsaisushi

30

@suryagrill

http://twitter.com/#!/suryagrill

31

@bodegadosertao

http://twitter.com/#!/bodegadosertao

32

@manjericaomcz

http://twitter.com/#!/manjericaomcz

33

@PecattoGourmet

http://twitter.com/#!/PecattoGourmet

34

@hello_pizza

http://twitter.com/#!/hello_pizza

35

@engenho_massayo

http://twitter.com/#!/engenho_massayo

36

@BomBarMCZ

http://twitter.com/#!/BomBarMCZ

Agradeço desde já todos os mentions no Twitter me parabenizando pela palestra e me coloco a disposição para perguntas que não puderam ser feitas devido ao tempo. Os mentions, replies e RTs colocaram o meu perfil @ronaldfar,  o perfil do @DigitalMkt20  e a tag #DigitalMkt20 no Top Trends Maceió. E claro deixo o link da Apresentação feita no prezi.com e o link da aplicação online que utilizei para gerar as nuvens de tags, o Manyeyes.

Figura 1: Twitter Top Trends Maceió | Imagem gerada em 24/09 as 2h10.

Netnografando as redes no Digital Marketing 2.0 #DigitalMkt2011

Existem várias expressões e bases conceituais para se falar em netnografia, podemos dizer a grosso modo que se trata da aplicação das categorias de análise da etnografia (método da antropologia baseado na observação do sujeito e grupos sociais) no contexto digital.
Os estudos etnográficos permitem a identificação e análise dos hábitos e costumes de determinadas comunidades para compreensão de aspectos sócio-culturais que se estabelecem em suas relações. Pensar uma abordagem assim no contexto do uso da internet oferece um potencial para os estudos em estratégias de marketing digital.
A abordagem etnográfica na web tem como objetivo traçar o perfil dos usuários na rede e entender, por exemplo, o comportamento do consumidor na web, interagir com ele enquanto está online e coletar informações sobre sua relação com o ambiente digital, compreendendo suas ações e as mudanças que surgem durante o tempo que ele passa conectado.
Fui convidado a palestrar sobre tema no Digital Marketing 2.0 e se você é um interessado no assunto não pode perder esse evento. Serão dois dias, 23 e 24 de setembro no auditório do Colégio Contato. Faça sua inscrição e aproveite o desconto de 50% para estudantes.
Conheça o site: http://www.digitalmarketing20.com/ e o blog do evento: http://digitalmkt20.blogspot.com/, siga o perfil do evento no Twitter @DigitalMkt20 e acompanhe a tag #DigitalMkt2011 para maiores informações.
As inscrições podem ser feitas aqui.
Nos vemos por lá!

Blogs de movimentos sociais no #CTCM #AFRO2011

Durante a quinta edição do Encontro de Blogueiros de Alagoas (#ebalagoas) eu tive a oportunidade de compor uma mesa que discutiu sobre “A blogosfera e as dimensões da prática ciberativista”. Na ocasião dividi a mesa com @NoGomes@Marques_JM.

Minha fala se concentrou no Ativismo online e os “Blogs de Movimentos Sociais” onde abordei as possibilidades de mobilização online protagonizadas por blogs mantidos por determinados grupos sociais politicamente motivados e como eles favorecem o “não esquecimento” das causas. Exemplifiquei minha fala citando alguns trabalhos de autores que pesquisam sobre o assunto e apresentando os resultados preliminares do projeto que coordeno aqui na UFAL sobre o ativismo online e o movimento negro.

Embora os “blogs de movimentos sociais” contribuam para manter viva e online as causas identitárias, problematizei sobre como preservar a memória dos movimentos que utilizam esses (ciber)espaços. Bom, a problematização virou um artigo que foi submetido e aprovado para a Conference on Technology, Culture and Memory – #CTCM (Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória) que tem como tema Strategies for preservation and access to information (Estratégias para a preservação e acesso à informação) que acontece nos dias 13, 14 e 15 de setembro no Instituto Ricardo Brennand em Recife.

Na conferência apresentarei então o trabalho “Tecnologia social da memória: (des)caminhos do movimento afro-­alagoano no ciberespaço” nele há uma discussão maior dos resultados do projeto, com o mapeamento da rede dos blogs do movimento social negro de Alagoas e um indicação em tom de proposta para um web archiving como solução tecnológica de perservação da memória digital.

Fiquei feliz com o aceite do trabalho, será um momento importante para discutir a preservação da memória do movimento negro do Estado a partir das apropriações que o movimento faz da internet e de espaços como blogs, microblogs e redes sociais.

E vale lembrar que 2011 é o ano internacional dos afrodescendentes.

Twitter na educação e #infobiblio no Twitter Trends Maceió

Já interessado no uso de alguns recursos da web 2.0 na educação há algum tempo, propus para uma turma minha, desde o início do primeiro semestre a usarmos o Twitter como ferramenta de apoio a comunicação e trocas de informações sobre assuntos relacionados à disciplina “Informática aplicada a Biblioteconomia II” do curso de Biblioteconomia da UFAL.

Sendo assim os alunos criaram uma conta no microblog e passaram a seguir alguns perfis (acadêmicos, institucionais e outros de interesse próprio). Para acompanharmos as discussões da disciplina foi criada a hashtag #infobiblio. De lá pra cá já foi possível observar nos tuítes gerados os mais variados tipos de manifestações, de comentários em geral a compartilhamento de links de textos e vídeos pertimentes ao conteúdo da disciplina.

Nos dias 24 e 31 do mês de maio realizamos o II Seminário de Produtos e Serviços da Informação na Era Digital e os alunos analisaram os websites de bibliotecas universitárias na região nordeste na busca por serviços como catálogos-online, bibliotecas digitais, repositórios institucionais e recursos da web 2.0.

Um fato interessante que ao término do segundo e último dia de seminário a hashtag #infobiblio da disciplina foi parar no Popular & Breaking Twitter Trends in Maceió.

Fico contente como professor e como usuário do twitter. Percebi um certo engajamento da turma e participações em dias e horários completamente distintos ao dia em que ministrava a disciplina. Fiz um breve estudo netnográfico em uma perspectiva construtivista no qual monitorei a hashtag da disciplina e estou desenhando a rede de interatividade da turma e descrevendo outras observações de comportamento que revelam as vantagens do uso.

Está previsto ainda uma análise semântica das mensagens afim de compreender os tipos de mensagens que eram enviadas e o tipo de conteúdo compartilhado e outras questões sobre visibilidade, influência e engajamento. Em breve sai o artigo a respeito do estudo e compartilharei uma parte dos resultados em minha palestra: “Recursos da web 2.0 como ferrametas de ensino e aprendizagem” durante o III Congresso de Tecnologia da Informação em Alagoas (COALTI) que acontece em Maceió nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2011. As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de outubro, após essa data, somente na secretaria do evento. Para se inscrever clique aqui.

Para deixar um gostinho do “bolo” compartilho a rede desenhada com as interações da turma por mention ou RT. As interações ultrapassaram a sala de aula, atingiram alunos de outros períodos, amigos de alunos, egressos, além de outros perfis institucionais. Mais explicações no congresso ou nos comentários por aqui mesmo.

GRAFO 1: Interatividade em torno da hastag #infobiblio

Biblioblogosfera = blogs de bibliotecários ou blogs temáticos em biblioteconomia

Nas últimas aulas da disciplina “Informática aplicada a Biblioteconomia II” do Curso de Biblioteconomia da UFAL discutimos dentre outras questões sobre a importância dos blogs e das redes sociais (na internet) para a biblioteca 2.0 e como utilizá-los. Além das discussões em sala a maioria dos alunos deixaram comentários na postagem anterior registrando suas opiniões a respeito.

Dos textos que discutimos (Blattmann & Corrêa da Silva, 2007; Maness, 2007) nos deparamos com o termo Biblioblogosphere ou Biblioblogosfera e não sei dizer ao certo a razão (vai saber o que se passa na cabeça do professor) mas termo acabou sendo questão de prova.

Com base nos textos percebemos que ao falar sobre as implicações da revolução na web Maness (2007, p.44) afirma que

“os bibliotecários estão apenas começando a conhecer e escrever sobre isso, primordialmente na biblioblogosfera (blogs escritos por bibliotecários)” (grifos meus).

Blattmann & Corrêa da Silva (2007, p. 195) citam Maness (2006) para apontar as mudanças paradigmáticas nas bibliotecas “às quais os bibliotecários precisam estar atentos”, e como exemplo de mudança indicam

“a [própria] biblioblogosphere, ou seja, weblogs escritos por bibliotecários“. (grifos meus)

Podemos dizer que alguns estudos sobre blogs quando os categorizam, consideram aspectos de:
- produção (produzido por): individual ou coletivo;
- função: informativo, reflexivo, etc;
- tipologia: profissional, corporativo, etc;
-  temático: educação, saúde, política, cultura, etc.

Se levarmos em considerações essas possíveis categorias e concordássemos com os autores citados acima seria correto considerar como parte da biblioblogosfera, blogs profissionais, no qual o blogueiro é um blibliotecário e ainda destacar que o blog pode ter qualquer função ou temática, inclusive não discutir nada sobre a área de biblioteconomia. Sendo te convido pensar sobre o assunto… vamos intitular biblioblogosfera a partir de quem (qual profissional) produz o blog ou tendo em vista o assunto que ele aborda. Ou ainda (viva fluidez da pós-modernidade) já que não sai da moda, vamos criar a ‘terceira via‘ e pensar que biblioblogosfera não seria a primeira e a segunda opção e sim a soma de ambos.

Pense rápido, participe da enquete e deixe seu comentário!

REFERÊNCIAS

BLATTMANN, U.; CORRÊA DA SILVA, F.C. Colaboração e interação na Web 2.0 e Biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.12, n.2, p.191-215, jul./dez.,2007:http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/530/664

MANESS, Jack M. Teoria da biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas. Inf. & Soc.:Est., João Pessoa, v.17, n.1, p.43-51, jan./abr., 2007. Disponível em:http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/831/1464

Por uma blogosfera participativa #ebalagoas

Com a correria e tarefas de sempre e algumas novidades, acabei abandonando um pouco o blog. Mas foi por uma boa causa. Aos poucos irei relatar os novos projetos e possíveis parcerias de trabalho.

Uma das tarefas que tomou bastante tempo provou ter sido válido em cada minuto do meu tempo. No dia 11 de maio de 2011 tive a oportunidade de bater um papo com blogueiros e tuiteiros durante o Ciclo de Palestras do III Encontro de Blogueiros de Alagoas que aconteceu durante o Festival Maionese 2011 no Espaço Cultural Linda Mascarenhas.

Fiquei animado em ver o auditório lotado, reencontrar com blogueiros e conhecer os novos que tem se aventurado a dedicar seu tempo nesse canal de comunicação que não é de ontem que tem ganhado notoriedade nos mais diversos espaços (acadêmicos, corporativos, governamentais, etc).

Fiquei responsável pela palestra de abertura “Por uma blogosfera participativa: da centralidade de links às ações centradas no coletivo”. A idéia era trazer com um pouco de humor um certo incentivo aos novos blogueiros (ou mesmo os que ainda não se aventuraram) e discutir formas de potencializarmos o uso dos blogs, twitter e outras redes em prol de ações coletivas contribuam para uma melhor prática na internet.

Disponibilizei minha apresentação que pode ser visualizada logo abaixo:

Projeto de extensão sobre ciberativismo seleciona bolsista

  Comunico a reabertura do edital de seleção de bolsista para o Projeto de Extensão: “A identidade afro-alagoana e o ativismo online: (inter)ações do movimento negro de Alagoas na web”.
O projeto foi aprovado no Edital 08/2011 Programa de Ações Afirmativas Òde Ayé e dispõe de um vaga para bolsista de extensão.

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO – BOLSA DE EXTENSÃO – PROGRAMA ÒDE AYÉ/UFAL

 

 

TÍTULO:

 

“A IDENTIDADE AFRO-ALAGOANA E O ATIVISMO ONLINE: (INTER)AÇÕES DO MOVIMENTO NEGRO DE ALAGOAS NA WEB”.

RESUMO O USO INTENSIVO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, EM ESPECIAL DA INTERNET, OFERECE NOVOS CONTORNOS À CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO POLÍTICA DOS GRUPOS NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, POIS FAVORECE O SURGIMENTO DE NOVOS ESPAÇOS PARA ORGANIZAÇÃO DE MOVIMENTOS SOCIAIS. TAIS ESPAÇOS, CONHECIDOS COMO CIBERESPAÇOS, SE MULTIPLICAM COM ÊNFASE NA INTERATIVIDADE, COLABORAÇÃO E COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES. AMBIENTES COMO BLOGS, MICROBLOGS E REDES SOCIAIS NA INTERNET PROTAGONIZAM CADA VEZ MAIS MOBILIZAÇÕES NA/EM REDE E REFORÇAM ATOS E PROTESTOS PÚBLICOS A FAVOR DE CAUSAS DIVERSAS A PARTIR DO CHAMADO CIBERATIVISMO OU ATIVISMO ONLINE. NESSE CONTEXTO OS ATIVISTAS SE APROPRIAM DAS VANTAGENS DAS TECNOLOGIAS E DAS TÉCNICAS OFERECIDAS PELA INTERNET PARA ALCANÇAREM SEUS OBJETIVOS. O PRESENTE PROJETO PROPÕE UMA ANÁLISE DA APROPRIAÇÃO SOCIAL DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS PELO MOVIMENTO AFRO-ALAGOANO NA BUSCA DA IDENTIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS POR ELE OCUPADO, NA VISUALIZAÇÃO DA DINÂMICA DO SEU CONTEXTO E NA COMPREENSÃO DO SEU CONTEÚDO. A PARTIR DA ANÁLISE DE REDES SOCIAIS (ARS) PRETENDE-SE LEVANTAR DADOS QUE POSSIBILITE CONHECER A DINÂMICA SOCIAL DO MOVIMENTO NEGRO NO ESTADO DE ALAGOAS EM DIÁLOGO COM O PRÓPRIO MOVIMENTO SOBRE SUA CONFIGURAÇÃO E IDENTIDADE COM VISTAS A MELHORES PRÁTICAS NO AMBIENTE DIGITAL COM BASE NO CIBERATIVISMO E NA MEMÓRIA COLETIVA.
ORIENTADOR(A): PROF. RONALDO FERREIRA DE ARAÚJO
UNIDADE ACADÊMICA:

ICHCA

LOCAL DE EXECUÇÃO:

CURSO DE BIBLIOTECONOMIA – UFAL

VAGAS: 01 Bolsista
INSCRIÇÃO 06 a 11 de julho de 14h as 17h30 e 12 de julho de 14h as 15h na Coordenação do Curso de Biblioteconomia.
SELEÇÃO 12 de julho de 2011

16h no Laboratório de Técnicas Documentárias (Curso de biblioteconomia/ Subsolo da Biblioteca Central)

LINK PARA O FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO:

http://www.ichca.ufal.br/graduacao/biblioteconomia/v1/wp-content/uploads/ode-aye.doc


OS CRITÉRIOS PARA SELEÇÃO SERÃO:

  • Ser aluno ingressante pelo sistema de cotas da UFAL;
  • Estar regularmente matriculado e frequentando um curso de graduação;
  • Ter média geral, nas disciplinas cursadas, igual ou superior a 6,0 (seis) e no
  • máximo duas recuperações;
  • Não exercer qualquer atividade remunerada nem receber outro tipo de bolsa.
  • Não estar cursando o último ano do curso;
  • Possuir Curriculo Lattes Atualizado (clique aqui para cadastrar)
  • Entrevista no dia 12 de julho de 2011.

O CANDIDATO DEVERÁ ENTREGAR JUNTO COM A FICHA DE INSCRIÇÃO:

  • Histórico Acadêmico (impresso)
  • Currículo Lattes (impresso)

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Particularmente me interesso, para não dizer que sou entusiasta, pelas mídias digitais, como são modificadas pela sociedade e ao mesmo tempo como modificam cenários e contextos sociais. O presente projeto é uma oportunidade de colocarmos na pauta da Universidade x Sociedade essas implicações. Essa é a terceira vez que reabro esse edital, solicito que me auxiliem da divulgação, e caso saibam de alunos interessados fiquem a vontade para indicá-los.

Dicas para elaboração de artigo científico

Este é um artigo de autoria de Carol Luvizotto e apresenta dicas de como elaborar artigos científicos na área de ciências humanas e podemos estender às ciências sociais aplicadas, bem como outras. Já fica como leitura mais do que recomendada para os alunos que oriento no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), na escuta? rs

 

 

Fonte: http://carolineluvizotto.wordpress.com

Informação, Tecnolgia e Cultura Digital: ensino, pesquisa, extensão e “blogagem”

Fui entrevistado recentemente pela Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Alagoas, a princípio para falar sobre o projeto de extensão que coordeno sobre ciberativismo, ou como quem me conhece sabe, que eu tenho preferido chamar de ativismo online. Pra variar, como professor não consegue falar de uma coisa só, a conversa sobre o projeto de extensão, virou também um bate papo sobre o ensino (relatos), pesquisa (projetos) e “blogagem” (encontros de blogueiros).

Sendo assim transcrevo aqui parte da matéria que foi publicada hoje no portal da UFAL. Desde já agradeço a ASCOM na pessoa da brilhante jornalista Lenilda Luna.

Matéria: 

Nas universidades, as redes sociais e outras ferramentas da internet também estão cada vez mais presentes no ambiente acadêmico e passam a ser utilizadas como recurso didático. “Não adianta ficar criando resistência. A cultural digital é uma realidade. É preciso desenvolver estratégias produtivas de utilização das redes sociais”, afirma o professor Ronaldo Ferreira de Araújo, vice-coordenador do curso de Biblioteconomia da Ufal e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ronaldo Ferreira coordena a linha de pesquisa “Informação, Tecnologia e Cultura Digital” no curso de Biblioteconomia e tem alguns projetos em andamento. “A proposta é desenvolver métodos para avaliar a cultura digital na realidade de Alagoas”, explicou o pesquisador. Um exemplo foi o levantamento que o grupo de pesquisa fez sobre a utilização do twitter pelo setor de turismo gastronômico, na alta temporada de 2010. “Os alunos passaram três meses acompanhando todas as mensagens postadas pelo setor e perceberam que a comunicação ainda não é muito eficiente, nem baseada em um planejamento de marketing digital”, revelou o pesquisador.

Os alunos do grupo de pesquisa também acompanharam outras empresas nas redes sociais de Alagoas. “Embora existam algumas iniciativas positivas, percebemos que o marketing digital ainda é pouco valorizado pelas empresas locais”, disse o professor. Segundo ele, não é só nas empresas que a utilização desses recursos ainda é tímida. “Precisamos dar outra dinâmica também na própria universidade”, ressalta Ronaldo.

Ativismo digital

Outra realidade pesquisada pelo grupo é a forma como as redes sociais são utilizadas para mobilizar pessoas. Segundo o professor, sites de relacionamento também são ferramentas para conseguir adeptos para a defesa de propostas, que podem culminar em uma certa organização e mobilização. “O movimento Na Mesma Moeda é um exemplo. Os usuários passaram da ação de ‘curtir’, ‘compartilhar’ ou ‘retuitar’ para uma iniciativa concreta de sair de casa, dirigir o carro até um ponto de concentração e realizar um protesto muito bem organizado pela cidade”, destacou Ronaldo.

Com relação a esse ativismos cultural, o professor Ronaldo Ferreira desenvolve um projeto de Extensão intitulado “A identidade afro-alagoana e o ativismo online: (inter)ações do movimento negro de alagoas na web”, que tem como objetivo investigar a apropriação social das tecnologias digitais pelo movimento afro-alagoano. “Estamos mapeando o movimento afro-alagoano na web em ambientes como blogs, microblogs, perfis e comunidades em redes sociais. Queremos promover o diálogo com integrantes destes movimentos sobre as estratégias do ativismo online e estimular a participação coletiva e cidadã pela causa do negro em Alagoas”, ressalta o professor, que teve um artigo aprovado.

Ronaldo Ferreira escreveu um artigo sobre esse projeto de Extensão, que foi aprovado para apresentação em uma conferência internacional, em Recife, agora em setembro. “Minha apresentação terá como foco a preservação digital da memória dos movimentos sociais na web”, destaca o professor.

Blogueiros

Os blogs merecem uma atenção especial na pesquisa do professor Ronaldo Ferreira de Araújo. O pesquisador inclusive desenvolveu um blog, melhor ferramenta para fomentar a discussão com as pessoas que produzem textos sobre os mais diversos assuntos na internet e compartilham experiências, informações e opiniões. O blog Cibercultura Alagoana é definido como um espaço de discussão sobre Cultura Digital em Alagoas, que reúne iniciativas e práticas em torno da apropriação que a sociedade alagoana faz do digital.

“Eu considero um ‘blog de extensão’, pois por meio dele me relaciono com atores envolvidos com a cultura digital no Estado. A partir dos contatos feitos por meio do blog, já organizei duas edições de ‘Encontros de Blogueiros de Alagoas’, como projeto de Extensão, apoiado pela Pró-reitoria de Extensão”, relata o professor. Nesse projeto foram realizados encontros de Blogueiros. Os encontros chamaram a atenção pela representatividade e pela participação ativa de vários blogueiros do Estado, entre eles o que foi realizado em maio, no Espaço Linda Mascarenhas, e outro na Ufal, em junho.

Pela necessidade de compartilhar informações sobre as várias atividades realizadas em ensino, pesquisa e extensão, o professor de Tecnologia da Informação no curso de Biblioteconomia mantém outro blog. O twitter também é uma ferramenta bastante utilizada na comunicação do professor com os alunos. “Inclusive criei uma tag para minha disciplina no curso de Biblioteconomia, a #infobiblio, que, para minha surpresa, ficou na nona posição nos tópicos mais comentados de Maceió, no dia do seminário final da disciplina, onde os alunos apresentaram os resultados da análise dos recursos da web 2.0 utilizados por bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do Nordeste”, comentou o professor.

Congresso de Tecnologia

O grupo de pesquisa “Inteligência e Conhecimento: memória, tecnologia e organização da informação”, do qual Ronaldo Ferreira faz parte como coordenador de uma das linhas de pesquisa, está se preparando para participar de um importante evento da área, que será realizado em Alagoas. O III Congresso de Tecnologia da Informação em Alagoas é realizado pela Associação Software Livre do Nordeste, e vai acontecer nos dias de 28, 29 e 30 de outubro, no Centro de Convenções da Fits.

Fonte: http://www.ufal.edu.br/ufal/noticias/2011/09/pesquisa-informacao-tecnologia-e-cultura-digital/

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