Atuação de Editores Científicos nas mídias sociais: Elsevier e a cor do vestido

A comunicação científica em tempos de web 2.0 ou web social tem sido um dos temas que mais venho discutindo aqui no blog. Em 2014 eu tive a oportunidade de falar no FÓRUM DOS EDITORES CIENTÍFICOS DE PUBLICAÇÕES DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E CIÊNCIAS AFINS  sobre o recente campo da altmetria e comentei sobre a experiência em um post anterior, inclusive com algumas dicas de pesquisadores e profissionais para estimular os editores no uso das métricas alternativas em seu periódico.

De lá pra cá venho observando a atuação de alguns editores que realmente estão entendendo bem como é esse novo contexto dinâmico da web social e como usá-lo a seu favor, na promoção dos seus produtos e serviços científicos e no engajamento com o público, atuando no marketing científico digital. Vão se destacar aqueles que já entenderam que não basta apenas as triviais postagens  a cada novo fascículo de suas revistas científicas, ou a divulgação de seus artigos transcritos unicamente pelo título seguido do link de acesso.

Uma das formas de ir além e mostrar que está “imerso” na rede é procurar, por exemplo, dialogar com temas e assuntos que alcançam popularidade na rede e viralizam e se apropriar de suas hashtags e expressões e vinculá-los a áreas de pesquisa, fascículos especiais de revistas ou postagens com contribuição de especialistas sobre o assunto.

Na semana passada o fato marcante na internet foi “a cor do vestido”, com inúmeras matérias em jornais e portais de notícia. De acordo com o G1 a foto do vestido foi postada no Tumblr por um usuário chamado “swiked” na quarta-feira (25/02) e após o site de entretenimento Buzzfeed perguntar a opinião dos leitores, na quinta-feira, a publicação foi visualizada quase 22 milhões de vezes até a manhã da sexta-feira (27/02).

O assunto encabeçou o Topic Trends do Twitter no Brasil e no mundo. No Brasil o caso chegou ao Trends do Twitter pela hashtag #PretoEAzul e no mundo como #TheDress. O pessoal da #interagentes fez uma coleta massiva dos dados de compartilhamento e apresentaram uma visualização georeferenciada de sua evolução na rede de hora-a-hora.
Tão logo alcançava maior audiência em viralização a Elsevier por meio do seu Blog Elsevier Conect publicou um post sobre o assunto e convidou um Neurocientista (pesquisador colaborador) para relacionar a curiosidade de maior buzz da semana com aspectos da “ciência da ilusão”. E utilizou sua conta do Twitter para divulgar a postagem:

E aí, conhece algum outro insight bacana de editores científicos? Compartilha com a gente aí nos comentários 😉

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